"(...) so disturbing that we felt he needed help.";
"Full of scatological references and profane rants, Cho's writing disturbed his classmates";
"His writing, the plays, were really morbid and grotesque";
Teve até um aluno que disse que "Cho descreveu armas que eu nunca imaginaria" (Cho não falou de arma alguma em nenhuma das 2 peças que escreveu)
Ahaaaam, alguns xingamentos, uma morte (no outro roteiro, um padrasto mata seu afilhado com um (um!) soco porque não aguenta mais ser confrontado pelo garoto) e a história vira perturbadora? Todo o mundo agora está achando que tudo era óbvio, que era claro que Cho viraria um assassino.
Leiam então um pedaço do filme "Deliverance", muito famoso nos EUA nos anos 70, escrito por James Dickey, em 1971:


Exatamente. Um redneck acaba de estuprar um homem enquanto pedia para que ele "gritasse como um porco"*. Isso sim é perturbador.
Assistir outra cena de estupro com 11 minutos de duração, sem cortes, no filme francês Irreversível, também é bastante perturbador. E nem por isso alguém pensou que os diretores fossem assassinos em potencial. Não existe causalidade nenhuma entre criatividade macabra e a capacidade de realmente matar alguém na vida real. Tomara que o pessoal que escreva isso não acredite de verdade no que falam, e tenham total consciência de que estão fazendo isso somente pra dar mais emoção às matérias.
Agora só falta começarem uma nova "Caça às Bruxas" buscando estudantes que sejam assassinos/suicidas em potencial. Até porque esse tipo de perseguição estereotipada, criada principalmente pelo medo, é o que os americanos mais gostam.Vide Macarthismo. Ou a procura por terroristas. Ou a inquisição** em 1183, e a Caça às Bruxas** original, com seu apogeu lá por 1600
* Isso de gritar feito um porco foi improvisação na filmagem, não tem no roteiro.
** Não foram nos EUA, mas não deixam de ser um bom exemplo.
1 opinidades:
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